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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Quem se identifica com a PJ consegue fazer a experiência de um Deus vivo

A Pastoral da Juventude tem uma história, uma espiritualidade e uma beleza que marcam as vidas de muitos jovens e muitas jovens. Nossa proposta não arrasta multidões e nem aglomera milhões de jovens, mas os poucos que se identificam conseguem fazer através do nosso jeito de ser Igreja uma experiência de um Deus vivo que nos dá a alegria de viver e de construir o Reino de Deus aqui e agora.

Não é fácil ser e fazer pastoral nos dias de hoje, porque enquanto a sociedade prega o individualismo, o consumismo e o prazer momentâneo, nós estamos buscando a construção da tão sonhada civilização do amor, onde o ser humano seja tratado com justiça e com respeito, onde não haja espaço para a solidão e nem para o isolamento e acima de tudo onde cada um e cada uma possa fazer a experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo e sabemos que este encontro não acontece de forma tão rápida, por essa razão continuamos acreditando no caminho do processo de educação na fé.

Sabemos que em tudo que fazemos encontramos dificuldades, mas elas jamais poderão abafar ou matar a nossa utopia e a nossa esperança. Não deixem de acreditar no novo, de acreditar na juventude, reconheçam os desafios, mas se alegrem com as luzes, com as sementes boas e com a terra que pode dar frutos.

Hildete Emanuele
Secretária Nacional da Pastoral da Juventude (2008-2010)

Leia também no blog da Hildete pelo Brasil
Questões relevantes para a evangelização da juventude

Fonte: PJ Nacional

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Ó Senhor, ó Adonai"

Pejoteiros(as) revolucionários(as).

É tempo de ADVENTO, o que significa espera, vigilância, atenção por aquilo que se aproxima. Nesse tempo, somos convidados pela Igreja a uma atitude de mais oração e esperança pela vinda do Messias, nosso LIBERTADOR, o Emanuel (Deus conosco).

Nossa paróquia está em novena, em preparação ao Natal. Estão se reunindo diversos grupos dos vários setores e comunidades. O livreto desse ano, propõe reflexões das Antífonas do Ó, que são invocações ao nosso Salvador, o Messias, o Senhor. Encontramos, Ó MISTÉRIO, Ó LIBERTAÇÃO, Ó SABEDORIA, Ó ADONAI, Ó RAIZ DE JESSÉ, Ó CHAVE DE DAVI, Ó SOL DO ORIENTE, Ó REI DAS NAÇÕES, Ó EMANUEL. Todas essas nomeações, podemos dar ao nosso Deus.

Damos destaque a uma: Ó ADONAI. Adonai, significa MEU SENHOR, em hebraico. Os judeus, sempre que encontram no texto sagrado, o nome de Deus - as quatro letras sagradas -, inclinam a cabeça e reverentemente dizem a palavra Adonai, para não pronunciar o nome de Deus e assim afastar a possibilidade de dominá-lo e manipulá-lo.

Na espera do novo Natal do Senhor, aclamamos e proclamamos a Jesus como o Adonai, Pastor e Guia do seu povo, e pedimos que Ele venha nos salvar com braço forte e poderoso.

Com Maria, demos graças a Deus porque nos revelou o segredo do seu nome: Senhor-Adonai. Peçamos que Ele nos liberte, como outrora fez com Moisés e o povo de Israel.

"Ó Senhor, ó Adonai: de Israel, do teu povo és o guia. Numa fogueira a Moisés te revelaste. No Sinai a teus servos entregaste, uma lei cheia de sabedoria. Vem trazer a teu povo alforria, libertar com teu braço os que amaste. Vem, ó Filho de Maria. Do teu povo és o guia, quanta sede, quanta espera. Quando chega aquele dia?"

Que como Maria se preparou para acolher seu filho, nós também, a exemplo dela, possamos preparar nosso coração para acolhermos Adonai, e fazermos de nosso coração a Gruta de Belém.

GT de Espiritualidade

sábado, 31 de julho de 2010

Reaja! A juventude está morrendo

As condições desumanas e a desigualdade social em que vivem a nossa sociedade resultam numa situação crítica de violência, para combatê-la é preciso cortar a sua raiz que está na injustiça social. A juventude é violentada de diversas maneiras: quando a sociedade não acredita no/a jovem, quando a mídia exibe apenas dois perfis juvenis (o sarado da Malhação e o malandro da favela), quando as jovens mulheres são abusadas e desvalorizadas, quando a juventude negra é humilhada, quando os apelos da propaganda fogem completamente das condições permitidas, mas a forma de violência mais cruel hoje em dia é o extermínio da juventude. A cada dia mais um corpo, mais um sonho, mais uma possibilidade de mudança aparece morto no chão das periferias do país, os jovens que morrem, têm sexo, endereço e raça.

O Estado que não garante a juventude oportunidades de educação digna, emprego, lazer e saúde, é o mesmo Estado que, na maioria das vezes, tem colocado na prática a pena de morte. Alguém poderia me responder por que matar é mais fácil do que educar? Do que amar? Do que oferecer ao jovem a oportunidade de sonhar? Chega dessa matança, a juventude quer viver, a juventude quer encontrar o lugar onde mora a felicidade. Precisamos agir, não fiquemos apenas rezando pela paz, vamos lutar, vamos buscar parcerias para oferecer a juventude oportunidades para viver dignamente.

Devemos combater o narcotráfico, que se alimenta da miséria do nosso povo. É na camada mais pobre e excluída que ele vai buscar sua mão-de-obra. E para muitos jovens negros e pobres que não são amparados pela sociedade, o narcotráfico representa uma forma de sobrevivência e de valorização pessoal. O vigor, a criatividade, a força e o poder de inovação que são próprios da juventude devem ser canalizados para a arte, a cultura, o esporte, a educação, a tecnologia, a preservação do meio ambiente e não para a violência.

Queremos uma sociedade justa, mais igual, onde ninguém seja discriminado, prejudicado ou privilegiado em razão de nascimento, idade, etnia, raça, cor, sexo, estado civil, orientação sexual, atividade profissional, religião, convicção política, filosófica, deficiência física, mental, sensorial, aparência pessoal, ou qualquer singularidade ou condição social, ou ainda por ter cumprido pena.
Não podemos nos calar diante de uma situação de violência tão alarmante. É assustador saber que a cada dia mais de cem pessoas morre no Brasil vítimas da violência, totalizando 50 mil mortes por ano. A ONU considera que um país está em guerra civil quando o número de mortos por violência atinge a cifra anual de 15 mil.

Chega! Basta! Se não reagirmos agora, mais jovens morrerão e mais longe estará a possibilidade de revolucionarmos o mundo, porque essa é uma tarefa, indiscutivelmente, da JUVENTUDE.

domingo, 13 de junho de 2010

“Pe. Gisley: sua vida em nossa história”

“Eu dou a minha vida pelas minhas ovelhas” (Jo 10, 15).

Junto aos comemorativos do encerramento do Ano Sacerdotal, proclamado pelo Santo Padre, também recordamos, especialmente nestes dias, a vida do Pe. Gisley na vida da Igreja do Brasil, do Setor Juventude da CNBB e, de um modo todo particular, na vida de tantos jovens.

Há um ano ele se despediu da gente, sem a gente se preparar... sem nem mesmo entender o por quê. É assim a vida. Se não nos entregarmos de corpo e alma por uma boa causa, ela não passa de um amontoado de anos repletos de problemas para serem administrados. Alimentar sonhos sonhados com Deus exige projetos, renúncias, sacrifícios, entrega... amor até as últimas conseqüências.

Pe. Gisley acreditou na vida; apostou nela e descobriu um caminho que vinha dos desejos de Deus: ser religioso e sacerdote para os jovens e com os jovens. Certamente não realizou tudo o que pretendia, mas é inegável que viveu apaixonadamente a causa da juventude do Brasil que Deus lhe confiara em seu ministério. Obrigado, Pe. Gisley, por esta opção de vida!

Ao celebrarmos, neste próximo dia 15 de junho, o primeiro ano de sua ausência, convidamos a todos a renovar o amor afetivo e efetivo pelos jovens e a reconsiderar os reais projetos pessoais e eclesiais a favor deles. Esta é a melhor homenagem que podemos prestar ao Pe. Gisley neste momento de oração e memória.


Obrigado, Senhor, pela vida do Pe. Gisley em nossa história! Quanto brilho nos olhos e quanta paz inquieta o moviam! A Igreja do Brasil, o Setor Juventude, os jovens dos quatro cantos e de todas as forças de evangelização não o esquecem e se alimentam de seus projetos e de suas ponderações.

Obrigado, Senhor, pelos seus familiares e pela família Estigmatina que os geraram e o formaram para ser um colaborador na construção de vosso Reino. Abençoai-os!

Renovai em nosso coração o amor por vós, Senhor, e auxiliai-nos para colocar-vos como centro de tudo, pois somente vós sois ‘o Caminho, a Verdade e a Vida’. Quando nos desviamos desta verdade, tudo se confunde e se relativiza, perde o sentido e o sabor, gera violência, desumaniza!

Iluminai-nos em nossos projetos eclesiais para que melhor atendam, acolham, eduquem e promovam os jovens a serem vossos verdadeiros discípulos e missionários, evangelizadores privilegiados de seus próprios colegas, cidadãos cristãos a serviço da vida de todos.

Senhor, neste momento de saudades e esperança, acendei em nós a chama do amor junto aos jovens: “É preciso resgatar no coração de todos a paixão pela juventude!”. Que este divino ardor desperte muitos jovens para o seu serviço no ministério sacerdotal e na vida religiosa. Que esta paixão provoque a criatividade e alimente a coragem de todas as lideranças juvenis e adultos na defesa da vida e dos valores dos jovens de nosso país, principalmente no combate às drogas e na luta contra uma vida desregrada e sem sentido.

Sagrado Coração, acolhei em vosso amor infinito o nosso querido Pe. Gisley e ajudai-nos a proclamar como ele: “Chega de violência e de extermínio contra a juventude”.

Amém.

Dom Eduardo Pinheiro da Silva

Bispo Auxiliar da Arquidiocede de Campo Grande - MS e Bispo Responsável pelo Setor Juventude-CNBB