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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Quem se identifica com a PJ consegue fazer a experiência de um Deus vivo

A Pastoral da Juventude tem uma história, uma espiritualidade e uma beleza que marcam as vidas de muitos jovens e muitas jovens. Nossa proposta não arrasta multidões e nem aglomera milhões de jovens, mas os poucos que se identificam conseguem fazer através do nosso jeito de ser Igreja uma experiência de um Deus vivo que nos dá a alegria de viver e de construir o Reino de Deus aqui e agora.

Não é fácil ser e fazer pastoral nos dias de hoje, porque enquanto a sociedade prega o individualismo, o consumismo e o prazer momentâneo, nós estamos buscando a construção da tão sonhada civilização do amor, onde o ser humano seja tratado com justiça e com respeito, onde não haja espaço para a solidão e nem para o isolamento e acima de tudo onde cada um e cada uma possa fazer a experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo e sabemos que este encontro não acontece de forma tão rápida, por essa razão continuamos acreditando no caminho do processo de educação na fé.

Sabemos que em tudo que fazemos encontramos dificuldades, mas elas jamais poderão abafar ou matar a nossa utopia e a nossa esperança. Não deixem de acreditar no novo, de acreditar na juventude, reconheçam os desafios, mas se alegrem com as luzes, com as sementes boas e com a terra que pode dar frutos.

Hildete Emanuele
Secretária Nacional da Pastoral da Juventude (2008-2010)

Leia também no blog da Hildete pelo Brasil
Questões relevantes para a evangelização da juventude

Fonte: PJ Nacional

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Grupo de jovens, uma boa idéia

A falta de tempo para conviver em grupo, o trabalho que deixa o jovem cansado e ocupado, a escola que ensina a ser individualista, a televisão que diz para não se importar com a vida do outro, são desafios para a nucleação e organização de grupos de jovens da Pastoral da Juventude.

Como responder positivamente a esta realidade? Como “ir contra a maré”, dizendo não à forma de viver que é imposta aos jovens pelo mundo dos adultos e suas instituições (a escola, a família, a televisão...)?

É preciso resgatar o jeito jovem de ser: alegre, que enfrenta riscos, utópicos, esperançosos... Características que o mundo está roubando dos jovens, através da imposição de um jeito de ser triste, descrente, fechado, individualista e consumista.

Como ser expressão desse novo jeito de ser? Como cultivar o carinho, o diálogo sincero, a amizade que ajude a amadurecer e ser feliz?

Quem sabe faz a hora...

Os grupos de jovens estão aí. São muitos. Muito maior ainda é o número de jovens que não estão participando de nenhuma organização ou movimento, dentro ou fora da Igreja.

Há jovens que se gastam no trabalho e sonham o sonho impossível, que os meios de comunicação e a propaganda colocam em suas cabeças para que acreditem - e se iludam - que o mundo pode ser feito de “charme, mordomias e luxo”.

Outros, gozam os privilégios de quem tem dinheiro, saúde, acesso à educação e tempo, desligados do alto preço que custam à sociedade, aos trabalhadores.

Há também aqueles que sabem que, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Buscam a realização de um sonho possível ou impossível, de uma sociedade justa que se faz à medida que arregaçam as mangas e se pôem a lutar.

Aí, talvez, reside o maior valor de um grupo de jovens. São jovens que não se conformam com as coisas do jeito que estão. “Desconfiam” que algo está errado e que é preciso juntar-se a outros jovens para mudar.

Em todo bairro, escola, trabalho, comunidade, se encontram jovens desejosos de fazer algo. São jovens que acreditam na amizade e na solidariedade e, por isso, estão dispostos a partilhar seu trabalho, suas forças.

São estes jovens que a Pastoral da Juventude procura descobrir, ajudando-os a se relacionarem de modo que, progresivamente, vão tendo consciência da necessidade do grupo de jovens.

O valor do grupo

Os grupos de base são grupos que se reúnem freqüentemente para a reflexão. Se comprometem na oração e ação. São grupos de vida, onde todos têm voz e vez. Cada grupo de jovens tem (e deve ter) sua própria maneira de ser. Não existe um modelo pronto, para ser copiado. O desenvolvimento das reuniões e encontros, por exemplo, possui características diversas em cada grupo, o que vai delineando a sua fisionomia.

Existem, porém, alguns elementos importantes para que ocorra crescimento no grupo. São elementos indispensáveis a todos os grupos de base, e que dão valor a este modelo de organização:
- Um grupo de jovens é um grupo de amigos, unidos pela mesma fé.
- A amizade, o conhecimento interpessoal, a acolhida e a compreensão do outro só podem crescer em pequenos grupos.
- A consciência e a participação só nascem onde cada um é importante, pode falar, escutar e dar a sua opinião.
- As novas lideranças, capazes de intervir na Igreja e na sociedade, nascem e crescem nos grupos organizados, onde cada decisão e atividade é pensada e decidida coma opinião de todos.
- A formação integral do jovem tem, no grupo de jovens, um espaço privilegiado.
- No grupo, na comunidade, o jovem toma consciência de que a fé é mais do que apenas “ir à missa”. a espiritualidade do seguimento de Jesus, descobre, leva ao compromisso com os irmãos.
- A ação planejada, no grupo de base, facilita a participação de todos.

É bonito ver o jovem que faz uma caminhada com o grupo, crescendo na fé, no relacionamento com o outro e consigo mesmo, na consciência crítica e na ação prática. Neste último aspecto, no entanto, acredito que precisamos ser mais criativos e ousados. Faltam aos grupos de jovens, ações concretas. É preciso dar um passo a mais. Descobrir “bandeiras de luta” que sejam atraentes e mobilizem os jovens, nas diferentes realidades em que vivem. Mãos à obra, com criatividade e coragem.

QUESTÕES PARA DEBATE

1 - Quais são as principais pressões que fazem com que o jovem se acomode?
2 - Como o jovem reage aos apelos dos individualismo e consumismo da nossa sociedade?
3 - Quais são os principais elementos indispensáveis para manter um grupo de jovens?

Fonte: Site da PJ Diocesana